quarta-feira, 16 de novembro de 2016

REVISTA CONEXÃO LITERATURA

No início deste mês, fui entrevistada pela Revista Conexão Literatura.
Conheça um pouco sobre a minha relação com o livro Louco por HQs e os quadrinhos.


Conexão Literatura: Você é autora de vários livros, entre eles "Louco por HQs" (Editora do Brasil), poderia comentar?
Tânia Alexandre Martinelli: Caio adora histórias em quadrinhos, admira vários autores, e esse gosto pelas HQs o estimulou a produzir as próprias histórias. O livro apresenta duas histórias paralelas: a vida real de Caio e a ficção criada por ele em suas HQs. No que se refere ao mundo do personagem, o narrador é ele mesmo, um adolescente em crise que usa a nona arte para extravasar suas emoções. Ao escrever o livro, fiz várias pesquisas sobre esse gênero que tem conquistado cada vez mais espaço no mundo inteiro. São muitos autores estrangeiros, muitos brasileiros – os quais vem merecidamente se destacando e ganhando prêmios importantes. Na história de Caio, todos os personagens criados por ele fazem referência a roteiristas estrangeiros, uma vez que é esse tipo de quadrinhos que ele mais lê, mais gosta e se identifica. Cada um deles leva o nome de seus autores preferidos, como Will (Will Eisner), Neil (Neil Gaiman), Alan (Alan Moore) e Stan (Stan Lee). Há ainda o Frank (Frank Miller), o policial de suas histórias. Mas a referências não param por aí. Como todo herói tem suas características, as criações de Caio também têm. Todos os superpoderes dos seus heróis se relacionam aos personagens que esses grandes autores criaram. Caio não é um garoto com a mente muito aberta, a princípio, e suas criações parecem não fugir muito do formato que tem experimentado em suas leituras: vilões, heróis e heroínas, estas últimas pautadas na aparência física e na fragilidade. Assim é até conhecer uma pessoa com uma visão um pouco diferente da sua.
Conexão Literatura: Você também é fã de quadrinhos?
Tânia Alexandre Martinelli: Fui muito fã na infância e na adolescência. Meus personagens amados eram os da Turma da Mônica, do Maurício de Souza, assim como são para praticamente todos da minha geração. Lia também os quadrinhos do Wall Disney. Aprendi ampliar desenhos, nessa época, e isso se tornou meu passatempo preferido. Ampliava todos eles em folhas de sulfite por puro prazer de tê-los comigo. Passada essa fase, pulando anos, quando fui professora trabalhei muito com as HQs nas minhas aulas de Português, com as revistas e as tiras. Na época das minhas pesquisas para o livro, voltei a ler. Mas claro, histórias completamente diferentes, aí já eram os quadrinhos para jovens e adultos. Não conhecia muita coisa sobre os mangás, nem as histórias para esse público. Assisti a todos os filmes disponíveis baseados nas HQs (e sobre isso há uma cena interessante em que Caio afirma ao amigo Davi que “a gente não pode dizer que esses filmes inspirados nos quadrinhos representam as HQs. Eles podem ser bons e tudo, mas não são as histórias em quadrinhos, não são o que chamamos de Nona Arte. São filmes.”). Por fim, foi um longo trabalho de pesquisa. E que valeu muito a pena.
Conexão Literatura: As ilustrações de "Louco por HQs", foram elaboradas pela Quanta Estúdio. Como foi o processo de criação da arte e a escolha pelas ilustrações?
Tânia Alexandre Martinelli: A escolha da Quanta Estúdio foi da equipe de arte da Editora do Brasil em conjunto com o editorial. Todo o projeto gráfico foi muito caprichado; o papel e o formato do livro têm as características de um livro de HQ. Da Quanta, trabalharam Julia Bax, Monique Novaes e Davi Calil. Cada um desses artistas trabalhou a ilustração de uma forma: os quadrinhos somente com balões, já que meu personagem não desenha, apenas escreve (e ele está justamente à procura de um/uma desenhista); os mangás e a caricatura dos autores de HQs que aparecem citados no final do livro, assim como a deles mesmos e a minha. O resultado de tudo isso foi mais do que aprovado por mim.
Conexão Literatura: Devido a sua larga experiência como escritora e professora, embora "Louco por HQs" não seja propriamente uma HQ, no seu ponto de vista qual a importância das HQs para o desenvolvimento intelectual de uma criança?
Tânia Alexandre Martinelli: Comentei um pouco na questão que se refere ao meu gosto por quadrinhos. Há anos eles vêm sido valorizados nas salas de aula. Quando eu era criança, isso inexistia, imagine só se ia entrar esse tipo de linguagem nas aulas. Os quadrinhos eram vistos como mero entretenimento. Não que não possam ser, e exatamente por ter esse aspecto lúdico é que é muito interessante de se trabalhar com os alunos. Essas histórias também trazem uma visão política, comportamental, alguns têm a acidez e a sutileza que só uma leitura mais atenta vai perceber. E isso é ótimo para desenvolver o senso crítico e a percepção dos fatos, a interpretação e a leitura do que está nas entrelinhas. Como na leitura de qualquer texto, aliás. Precisamos ajudar o aluno a entrar na profundeza das palavras e a não ficar só no superficial.
Conexão Literatura: Como nossos leitores poderão saber mais sobre você e suas obras?
Tânia Alexandre Martinelli: Mantenho um blog com todos os meus livros, com as sinopses e comentários em alguns deles. É este aqui: www.taniamartinelli.blogspot.com
Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?
Tânia Alexandre Martinelli: Sim! Estou terminando um livro juvenil e depois vou dar sequência a um outro, também para jovens. Já tenho a sinopse dele toda organizada, as características dos personagens. Gosto de fazer sinopses, nunca começo do zero, pois preciso entender sobre o que a história vai falar, quem serão os personagens e o que irão fazer. Este é o meu ponto de partida.



Tânia Alexandre Martinelli nasceu em Americana, São Paulo, em 19 de julho de 1964. É formada em Letras, Língua Portuguesa (PUCC) e Espanhola (FAM), e foi professora de Português durante dezoito anos. Publicou seu primeiro livro em 1998, atualmente são mais de 30, e nos últimos 11 anos vem se dedicando integralmente à literatura, escrevendo e ministrando palestras para alunos e professores. Seus livros têm sido selecionados para vários programas de leitura em todo o país e catálogos internacionais como o Children’s Book, Feira de Bolonha, Itália (2014), e Feira de Frankfurt, Alemanha (2012). “O vaso chinês” foi selecionado em 2014 para o Acervo Básico da FNLIJ – Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, na categoria jovem.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

LIVRO NOVO!

Chegou meu livro mais recente: Maioria Minoria! Dá uma olhada, que lindo ficou!

MAIORIA MINORIA


Editora do Brasil, 2016, 40 páginas.
A partir do 4º ano.

A maioria sempre deve vencer? E a vez das minorias, quando será? E se a maioria quiser algo que faça mal a uma minoria, nunca poderemos questionar?
João Pedro adora fazer perguntas. Além disso, ele gosta muito de brincar com o significado das palavras - e, assim, compreendê-las de modo mais profundo. Com toda a sua sensibilidade, esse menino desperta para o mundo questionando o preconceito velado que está na fala e no gesto de muitas pessoas.
Por meio das amizades e da sua mania de filosofar, ele descobre que um mundo verdadeiramente justo precisa ser construído. Afinal, todos devemos ser respeitados em nossas diferenças e individualidades.




Veja o suplemento de leitura aqui.
Compre aqui.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

FEIRA DO LIVRO DE ESTRELA - RS

A semana que passou foi semana de Feira do Livro. 
Dessa vez, minha participação foi em Estrela, Rio Grande do Sul, nos dias 13 e 14 de setembro. 
Tudo muito rico, bem organizado, com alunos que são uma graça! 
Os livros que eles leram foram: 
A melhor banda do mundo, Outro olhar, ambos da Editora Moderna, O vaso chinês, da Editora do Brasil e Janelas de dentro, Editora FTD.
Um encontro delicioso! 
Um beijo a todos os participantes e, em especial, às organizadoras!





















quinta-feira, 1 de setembro de 2016

7ª FEIRA DO LIVRO DE ESTRELA - RS


Chega setembro e "A leitura pede passagem". Nos dias 13 e 14 próximos, participarei da 7ª Feira do Livro de Estrela, no Rio Grande do Sul, estado que tenho no coração por me proporcionar tantos encontros maravilhosos com os leitores.Meus livros Outro olhar e A melhor banda do mundo, da Editora Moderna, e Janelas de dentro, Editora FTD, estão andando por lá, enquanto eu chego no dia 12. O convite foi aceito há um ano, e por aí já se vê a organização de uma equipe empenhada em levar leitura para os alunos do município.Vejo a literatura como um alento à alma dos mais sensíveis, é a verdade que temos e que nos desperta para a humanidade. 
Veja a programação aqui.









sexta-feira, 19 de agosto de 2016

18 ANOS DE CARREIRA LITERÁRIA

Fiquei maior de idade! Hoje é o dia oficial do lançamento do meu primeiro, lá em 1998. Fiquei tentando escolher uma foto que representasse a data. É mais ou menos isso: leitores num bate-papo delícia, leitores que inventam moda, autógrafos em pé ou de qualquer outro jeito, homenagens. As homenagens que recebi durante esses 18 anos de carreira literária são uma história à parte. Que posso desejar senão mais 18? Escrever para jovens é a minha praia! Amo!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

LÁ FORA FRIO AQUI A MIL - SESC - Campinas- SP

Essas são as fotos do nosso evento, no Sesc Campinas, no dia 23 de julho. Adorei a presença dos leitores, a mediação do Marcelo Maluf e o bate-papo enriquecedor com Ricardo Ramos Filho, que esteve comigo.
Falar sobre literatura é apaixonante!













sábado, 16 de julho de 2016

LÁ FORA FRIO AQUI A MIL - Sesc Campinas - SP

No próximo dia 23, sábado, às 15:00, estarei em Campinas, conversando com o público sobre o poder das histórias e da palavra literária, um projeto superbacana do Sesc.

Junto comigo, os escritores Ricardo Ramos Filho e Marcelo Maluf, este último mediando o bate-papo.

A programação de férias do Sesc vai até o final do mês e tem eventos culturais para todos os gostos e idades. Dá uma olhada aqui.

Muita coisa legal acontecendo!



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

LUNA

Editora Scipione, 2015, 87 páginas.
6º e 7º anos.

Bichos. Quem não gosta? Bom, tem gente que não gosta. Mas não é o caso do Marcos, personagem deste livro. Muito pelo contrário.

Colecionador de minhocas na infância, Marcos vai crescendo com a convicção de que os animais não são descartáveis.

Nino, Mia e Vidigal são os primeiros a lhe mostrar isso, a tornar visível uma situação na qual ele não tinha pensado antes. A situação do abandono.

João, seu melhor amigo, necessita urgentemente de ajuda. O que fazer com os quatro filhotes da Tila, a cachorra da casa, que acaba de dar à luz? João precisa encontrar algumas famílias que os adotem porque, se não for assim, sua mãe irá levá-los embora.

Mas o que significa “levar embora”?

Como Marcos pode ajudar seu amigo, que se vê em completo desespero? E mais: como não se apaixonar pela Luna, um dos filhotes, ao descobrir nos olhos dela um amor verdadeiro e incondicional?

Dividido em duas partes e com narradores distintos, Luna revela com humor e sensibilidade um outro ponto de vista que, por diversas vezes, nós nos esquecemos de perceber.  

61ª FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE - RS

Estive várias vezes participando da Feira do Livro de Porto Alegre e toda vez é um encanto.
Lugar de conhecer novos, leitores, autores, enfim, extremamente bacana.
Nesse evento, em novembro de 2015, também foi lançado meu 3º livro em braille: O vaso chinês da Editora do Brasil.
Participei de uma entrevista ao vivo na Rádio Unisinos FM, diretamente da Feira, dessa vez destacando meus livros da Editora Moderna, Fios e Nós, A melhor banda do mundo Outro olhar.
Bacana demais!